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Respostas a Perguntas Frequentes

 

Devemos deixar de utilizar óleos alimentares para fritar?

 

Não. O óleo alimentar tem valor nutricional. É obtido das sementes ou frutos de diferentes plantas.
Por exemplo:

 

  • o óleo de girassol é rico em ómega 6 e vitamina E; 
  • o óleo de soja é rico em ómega 6, ómega 3 e vitamina E; 
  • o óleo de milho é rico em ómega 6 e vitamina A.

 

O ómega 6 (ácido linoleico) é essencial para um crescimento e desenvolvimento saudável do organismo; desempenha um papel importante na redução de risco de doenças cardiovasculares e do colesterol, função vascular e sistema imunitário.
O ómega 3 (ácido α-linolénico) contribui para o funcionamento saudável dos sistemas nervoso e imunitário (acção anti-inflamatória), e do coração.
A vitamina E é um importante antioxidante, que ajuda a retardar o envelhecimento das células e dos tecidos e contribui para o fortalecimento das defesas do organismo (bom funcionamento do sistema imunitário).
A vitamina A contribui para o reforço do sistema imunológico, sendo também benéfica para a visão.

 

(Fonte: http://www.centro-nutricao-fula.pt/, acesso em Setembro 2009)

 

Os fritos podem fazer parte de uma alimentação saudável?

 

A alimentação saudável é a que fornece os nutrientes em quantidade e variedade suficiente para protegem a nossa saúde. Uma alimentação saudável implica ingerir vários tipos alimentos, 5 a 7 vezes por dia, 365 dias por ano, durante muitos anos de vida. Nessas refeições há espaço para todos os alimentos, uns com maior frequência e outros mais esporadicamente. Os fritos podem fazer parte de uma alimentação saudável desde que siga alguns conselhos simples: escolha alimentos pouco gordos para fritar, escolha um óleo de qualidade, siga as regras de uma boa fritura, modere as quantidades ingeridas e intercale as refeições fritas com outros métodos culinários.

 

(Fonte: http://www.centro-nutricao-fula.pt/, acesso em Setembro 2009)

 

Posso dar fritos às crianças?

 

As crianças que sejam saudáveis e com peso equilibrado para a sua altura podem comer fritos. É muito importante que apenas se frite alimentos com baixo teor em gordura, como o peixe, as batatas, ou bifes de frango ou perú. Evite fritar salsichas, costeletas ou carnes recheadas com queijo. Por outro lado, deve ensinar as crianças a moderar as quantidades a comer à refeição, não exagerando na dose só porque nesse dia é o frito que adora.

 

(Fonte: http://www.centro-nutricao-fula.pt/, acesso em Setembro 2009)

 

 

Quais os cuidados que devo ter ao fritar?

 

A temperatura do óleo deve estar próxima dos 180ºC, dependendo do tipo de óleo. Este equilíbrio é essencial, pois se estiver muito quente acaba por queimar o óleo e o alimento e, se estiver pouco quente, permite a entrada exagerada de gordura no alimento.
Os alimentos devem estar bem enxutos, sendo habitual secá-los primeiro com um pano. Frite congelados em porções pequenas de cada vez, para não baixar muito a temperatura do óleo. O tamanho dos pedaços de alimento a fritar deve ser o adequado.

 

(Fonte: http://www.centro-nutricao-fula.pt/, acesso em Setembro 2009)

 

Como prolongar a vida dos óleos?

 

Os óleos de fritura não devem ser aquecidos a temperaturas superiores a 180ºC, pois a temperaturas mais altas verifica-se uma mais rápida degradação dos mesmos. As temperaturas a partir das quais os óleos e gorduras alimentares se degradam rapidamente são as seguintes:


Óleo Temperatura ºC

Azeite

210

Banha de Porco

180

Óleo de Amendoim

220

Óleo de Girassol 170
Óleo de Soja 170
Óleo de Milho 160
Óleo de Colza 160
Margarina 150
Manteiga 110

  • Deve proceder-se, com frequência, à remoção dos restos de comida e crostas da fritadeira. A presença e acumulação de sedimentos podem levar à formação de produtos de degradação das gorduras indesejáveis e ao escurecimento dos alimentos aí processados. Assim, deve-se filtrar o óleo após a sua utilização e arrefecimento.
  • As fritadeiras devem ser limpas periodicamente. Se for feita a lavagem com detergente deve-se, no final, passar com vinagre diluído para neutralizar o detergente que possa ter permanecido na fritadeira. Os resíduos de sabão são extremamente prejudiciais para os óleos de fritura. Mantenha um nível de óleo constante, juntando óleo novo sempre que necessário.
  • A fritadeira deve ficar tapada quando não está a ser utilizada, de modo a proteger o óleo do contacto com o ar e com a luz.
  • A fritadeira não deve conter peças em cobre, ferro preto ou latão em contacto com o óleo aquecido. A presença desses metais, mesmo que sejam só vestígios, conduz à rápida deterioração dos óleos.
  • Temperar os alimentos já depois de fritos e fora da fritadeira também pode prolongar a vida útil do óleo.

 

(Fonte: http://www.asae.pt, acesso em Abril 2009)

 

Quando se deve substituir o óleo?

 

Não há uma regra fixa, uma vez que a degradação dos óleos alimentares depende da sua natureza, da temperatura de fritura e do tipo de alimento que se frita. Por exemplo, o peixe degrada o óleo mais rapidamente do que a batata.
Ainda assim existem vários aspectos que podem ajudar a decidir se há necessidade de substituir o óleo:

  • escurecimento do óleo; 
  • emanação de odores desagradáveis; 
  • sabor desagradável devido à acidificação do óleo; 
  • aumento da viscosidade; 
  • libertação de fumos a temperaturas inferiores à temperatura de fritura. 
  • formação de espuma abundante.

 

(Fonte: http://www.asae.pt, acesso em Abril 2009)

 

O que se deve fazer aos óleos alimentares usados?

 

Depois de arrefecerem até à temperatura ambiente, devem ser colocados num recipiente, vazio, de plástico, com tampa, com o auxílio de um funil. Fechar bem e entregar num dos pontos de recolha de OAU para reciclagem.

 

Quais os locais onde posso entregar OAU para reciclagem?

 

Clique aqui.

 

O que acontece aos OAU que entrego para reciclagem?

 

Os óleos alimentares usados serão transportados para uma unidade de transformação onde serão reciclados. Aí serão transformados em outros produtos úteis, nomeadamente, biodiesel e detergente. O biodiesel gerado será utilizado em motores Diesel, substituindo parcialmente o gasóleo. 

 

Porque não devemos deitar os óleos alimentares usados no esgoto

 

A introdução de OAU na rede pública de esgotos pode resultar na obstrução das tubagens e prejudicar o funcionamento das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETARs), diminuindo a sua eficiência e aumentando os custos de exploração e os riscos de poluição da água no meio receptor. Além disso, desperdiçamos um recurso, pois os OAU podem ser transformados em vários produtos úteis, como o biodiesel ou detergente.

 

Porque não devemos deitar os óleos alimentares usados no caixote do lixo?

 

Os OAU podem ser transformados em produtos úteis como o biodiesel, o que não acontece se forem colocados no contentor do lixo. Assim, colocar os OAU no contentor do lixo é um desperdício pois todos os resíduos colocados nos contentores do lixo são levados para aterro sanitário. Além disso, os OAU são biodegradáveis. Num aterro sanitário o oxigénio rapidamente se esgota. Na ausência de oxigénio, os OAU dão origem a metano, uma gás com efeito de estufa cerca de 20 vezes mais poderoso do que o dióxido de carbono.

 

O que se deve fazer à garrafa vazia depois de colocar os óleos no oleão?

 

Deve-se reutilizar, se possível. Caso não seja possível, se a garrafa é de plástico coloca-se no ecoponto amarelo, se é de vidro coloca-se no vidrão (ecoponto verde).

 

Podemos colocar óleos de máquinas e motores no oleão?

 

Não. Os óleos de máquinas e motores impedem a transformação de OAU em biodiesel e transformam-nos num resíduo perigoso. Os óleos de máquinas e motores usados devem ser entregues em oficinas de automóveis ou outros operadores autorizados, para garantir que não causam problemas ambientais e que serão valorizados.

 

O que é o biodiesel?

 

O biodiesel é um combustível que pode ser utilizado em motores Diesel, substituindo o gasóleo total ou parcialmente. Pode ser produzido directamente a partir de sementes de plantas oleaginosas como a colza, a soja e o girassol ou pode ser produzido por reciclagem de óleos alimentares de origem vegetal usados.
O biodiesel é um combustível mais limpo do que o gasóleo. A utilização de biodiesel permite diminuir a poluição atmosférica, combatendo as alterações climáticas. Além disso, permite reduzir o consumo de combustíveis fósseis e a dependência nacional da importação de petróleo.

 

Quais as vantagens da utilização de biodiesel em comparação com a utilização de gasóleo?

 

  • Reduz a emissão de poluentes atmosféricos (monóxido de carbono, dióxido de carbono, hidrocarbonetos e partículas) e elimina as emissões de dióxido de enxofre, contribuindo para uma melhor qualidade do ar ambiente;
  • Combate as alterações climáticas e o aquecimento global porque reduz a emissão de gases de efeito com estufa (tais como o dióxido de carbono);
  • Ao substituir o gasóleo (em todo ou em parte), diminui o consumo de petróleo, um recurso não-renovável; assim, reduz a dependência do petróleo e o risco de quebra no abastecimento;
  • A produção de biodiesel permite valorizar os óleos alimentares usados e evitar os impactes ambientais negativos do seu incorrecto encaminhamento.

 

A produção de biodiesel directamente a partir de plantas oleaginosas tem inconvenientes?

 

Sim. Na verdade, o mundo divide-se quanto a este tema. Por um lado, o biodiesel é uma fonte de energia alternativa, por outro, produzi-lo a partir de plantas oleaginosas obriga à ocupação de solo arável com culturas que não produzem alimentos. Ora, sendo a população mundial cada vez mais numerosa e exigindo cada vez mais alimentos, mais solo será necessário. Estando reduzida a disponibilidade de terra agrícola, menos alimentos serão produzidos fazendo disparar o seu preço. A fome pode agravar-se, especialmente nos países com menor poder de compra. Além disso, as culturas utilizadas para produzir o biodiesel consomem nutrientes do solo arável, água e fitofarmacêuticos, gerando ainda pressões sobre a biodiversidade.
Estas razões levaram o conselho científico da Agência Europeia do Ambiente aconselhou ontem a União Europeia a suspender a meta de incorporação de dez por cento dos biocombustíveis nos transportes, prevista para 2020

 

(Fonte: http://www.ambienteonline.pt/noticias/, 11/04/2008).

 

O biodiesel é mais amigo do ambiente do que o gasóleo?

 

Sim, a combustão de biodiesel liberta menos poluentes atmosféricos do que o gasóleo, nomeadamente: reduz as emissões de monóxido de carbono, dióxido de carbono, partículas e compostos orgânicos voláteis e elimina as emissões de dióxido de enxofre.
A utilização de biodiesel produz mais óxidos de azoto (NOx) do que a queima de gasóleo. Os NOx degradam a qualidade do ar, contribuem para o efeito de estufa e para as chuvas ácidas. No entanto as emissões de NOx resultantes da utilização de biodiesel podem ser evitadas através da utilização de catalisadores específicos, já disponíveis no mercado automóvel.
Adicionalmente, o biodiesel é um recurso renovável, ao contrário do gasóleo. Atenção que este manual promove a produção de biodiesel a partir de óleos alimentares usados, permitindo dar um destino adequado a este resíduo. Esta situação é distinta da produção de biodiesel directamente a partir das culturas oleaginosas. Para saber mais sobre este assunto, consulte a pergunta anterior.

 

Como se produz biodiesel a partir de OAU?

 

Antes de se iniciar o processo de produção, os OAU ficam a decantar para remoção dos restos de comida que possam conter. Posteriormente, os OAU são aquecidos e misturados com uma solução de metanol e soda cáustica (catálise em meio básico) - transesterificação. Depois da reacção, os produtos (biodiesel e glicerina) formam duas fases líquidas imiscíveis, sendo separados por decantação. O biodiesel é então purificado com silicato de magnésio para remover substâncias que possam danificar os motores onde será utilizado.

 

Posso usar biodiesel no meu carro?

 

O biodiesel pode ser utilizado em veículos com motor a gasóleo (motor diesel). Em veículos antigos cujos vedantes estão em mau estado não é aconselhável utilizar percentagens elevadas de biodiesel. As misturas com um teor de biodiesel igual ou inferior a 5% podem ser utilizadas em qualquer viatura a gasóleo.
Os veículos recentes podem utilizar até 100% de biodiesel. No entanto, é de notar que o biodiesel é um bom solvente. Este combustível limpa os resíduos que o gasóleo deixa no motor e no depósito de combustível. Assim, durante a primeira utilização do biodiesel, os resíduos removidos acumulam-se no filtro de combustível, tornando necessária a sua limpeza. Posteriormente, a manutenção é reduzida.

 

Quem transporta e recicla os OAU?

 

O transporte e a reciclagem dos OAU recolhidos no oleão da escola são assegurados por um operador com o qual o município, através da ENA, estabeleceu um protocolo de colaboração.

 

Qual a legislação aplicável à gestão de OAU? 

 

O regime jurídico da gestão de óleos alimentares usados está estabelecido no Decreto-Lei n.º 267/2009, de 29 de Setembro e entra em vigor em 1 de Novembro de 2009.
Em todos os aspectos em que o Decreto-Lei n.º 267/2009 seja omisso, aplica-se o regime geral da gestão de resíduos, publicado no Decreto-Lei n.º 178/2006, de 5 de Setembro.


Apoios: 
Fula - Nascido na Natureza, tratado no Oleão Simarsul - Grupo Águas de Portugal European Commission - Energy - Intelligent Energy Europe Assec - Sistemas Ambientais, Lda 
Parceiros: 
Câmara Municipal de Palmela Câmara Municipal de Sesimbra Câmara Municipal de Setúbal DRELVT - Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo 
Promotor: 
ENA - Agência de Energia e Ambiente da Arrábida